BEM-VINDO AO STARWOVEN

Histórias que se entrelaçam.

Starwoven é um universo de histórias, personagens e projetos criados para crescer continuamente.

Um espaço para criar.

Histórias diferentes coexistem dentro de Starwoven.

01

Histórias

Narrativas, personagens, conflitos e relacionamentos.

03

Comunidade

Um espaço para acompanhar e participar do crescimento do universo.

Uma história para começar.

Além das histórias.

FUTURO 02

Novos projetos

O universo continuará crescendo com novos projetos ao longo do tempo.

Histórias

Conheça as histórias que fazem parte do universo Starwoven.

Em desenvolvimento 01

Where We Belong

Algumas pessoas mudam tudo sem perceber.

Quatro garotos adolescentes acabam tendo suas vidas entrelaçadas de maneiras que nenhum deles esperava.

Disponível 01

Where We Belong

Capítulo 01

O primeiro capítulo de Where We Belong. A história começa aqui.

Ler capítulo →
Disponível 02

Where We Belong

Capítulo 02

O segundo capítulo de Where We Belong. Os primeiros conflitos começam a surgir.

Ler capítulo →

Comunidade

Um espaço para acompanhar o universo e participar de sua construção.

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Personagens

Conheça os personagens que fazem parte do universo Starwoven.

Principais

Universo

Ren

Protagonista · Where We Belong

Ficha técnica

Nome Ren
Idade 17 anos
Função Protagonista
Obra Where We Belong

Personalidade

Ren é sarcástico e reservado. Não gosta de se expor e costuma permanecer quieto quando está perto de pessoas que ainda não conhece.

Quando começa a confiar em alguém, porém, seu comportamento muda. Ele se torna mais espontâneo e deixa seu senso de humor aparecer, principalmente através do sarcasmo.

Ren observa as pessoas antes de decidir se pode confiar nelas. Seu sarcasmo também funciona como uma forma de defesa emocional.

Principal conflito interno

Ren é excessivamente autocrítico, especialmente quando o assunto envolve sentimentos.

Ele tende a interpretar situações comuns como sinais de rejeição e frequentemente questiona se está sendo inconveniente, exagerado ou simplesmente não é importante para a outra pessoa.

Aparência

Ren possui uma aparência jovem e discreta, combinando com sua personalidade reservada. Seu jeito de se vestir não procura chamar atenção, refletindo sua preferência por permanecer longe dos holofotes.

Relações

Haruto — uma relação que começa de maneira complicada e gradualmente se torna uma das conexões mais importantes da vida de Ren.

Yuki — colega e parte do pequeno círculo de pessoas que passa a fazer parte de sua vida durante os acontecimentos da história.

Akira — outra presença importante em seu círculo, com uma relação marcada por diferentes perspectivas e personalidades.

Pequenas histórias de Ren

Momentos da vida de Ren que acontecem fora dos acontecimentos principais de Where We Belong.

Conto 01 REN

A decisão

Antes de tudo começar.

Ren percebeu que alguma coisa estava errada quando viu os três sentados à mesa ao mesmo tempo.

Seu pai estava com os braços cruzados. Sua mãe segurava uma xícara que já deveria ter esfriado há alguns minutos.

E sua mãe não tinha ligado a televisão.

Aquilo era o suficiente para Ren saber que aquela não seria uma conversa comum.

— O que aconteceu?

Ninguém respondeu imediatamente.

Seu pai respirou fundo.

— Nós recebemos uma ligação da sua escola.

Ren desviou o olhar.

— De novo?

Sua mãe apertou a xícara entre as mãos.

— Ren...

— Eu sei.

Ele já sabia o que viria depois.

Mais uma conversa sobre comportamento. Mais uma explicação sobre como ele precisava pensar antes de agir.

Mas dessa vez era diferente.

Seu pai colocou um envelope sobre a mesa.

Ren olhou para ele.

— O que é isso?

— Uma escola.

Ren soltou uma pequena risada sem humor.

— Vocês estão me mandando embora?

Sua mãe imediatamente balançou a cabeça.

— Não é assim.

— Parece bastante assim.

O silêncio que veio depois foi pior que qualquer resposta.

Seu pai explicou que aquela escola tinha sido recomendada por alguém de confiança da família. Era uma oportunidade para Ren começar novamente, longe dos problemas que haviam se acumulado.

Ren ouviu tudo sem interromper.

Por dentro, porém, uma pergunta continuava repetindo na sua cabeça.

Se eles realmente quisessem que eu ficasse, por que estavam procurando outro lugar?

— E se eu disser não?

Seu pai olhou para ele.

— Nós vamos conversar sobre isso.

Ren encarou o envelope durante alguns segundos.

Então o pegou.

— Quando eu vou?

Sua mãe pareceu surpresa com a pergunta.

— Daqui a duas semanas.

Ren assentiu.

Levantou-se da mesa e caminhou até o quarto.

Só depois de fechar a porta percebeu que ainda segurava o envelope com força demais.

Sentou-se na cama e abriu.

Leu o nome da escola.

Depois releu.

Não sabia naquele momento, mas aquela decisão, tomada em uma noite aparentemente comum, mudaria completamente sua vida.

Haruto

Protagonista · Where We Belong

Ficha técnica

Nome Haruto
Idade 18 anos
Função Protagonista
Obra Where We Belong

Personalidade

Haruto é amigável, confiante e costuma tratar as pessoas com naturalidade. Possui um sorriso genuíno e uma personalidade aberta, o que faz com que seja fácil para ele conversar com diferentes pessoas.

Sua sinceridade é uma de suas maiores qualidades, mas também pode se tornar um problema. Haruto nem sempre percebe quando suas palavras ou atitudes podem machucar alguém.

Ele teme acabar ferindo as pessoas que gosta justamente por não querer esconder aquilo que sente ou pensa.

Conflitos

Haruto passou boa parte da vida acreditando que era heterossexual. A proximidade com Ren começa a fazer com que ele questione sentimentos que nunca havia precisado compreender antes.

Além disso, Haruto possui medo de altura, algo que prefere esconder das outras pessoas.

Aparência

Haruto possui cabelo castanho-avermelhado, de comprimento médio e levemente bagunçado, olhos castanhos quentes e pele levemente bronzeada.

Tem um físico adolescente esbelto e atlético. Costuma usar uma jaqueta casual verde-escura sobre uma camiseta cinza-clara e calças pretas.

Relações

Ren — a relação entre os dois começa de maneira complicada, principalmente por causa da forma espontânea e sincera de Haruto, mas gradualmente se transforma em algo muito mais profundo.

Yuki — Haruto passa a fazer parte do mesmo círculo de convivência que Yuki.

Akira — os dois convivem dentro do mesmo grupo e desenvolvem sua própria dinâmica.

Pequenas histórias de Haruto

Momentos da vida de Haruto fora dos acontecimentos principais de Where We Belong.

Nenhum conto publicado ainda

Novos contos de Haruto serão adicionados aqui.

Yuki

Protagonista · Where We Belong

Ficha técnica

Nome Yuki
Idade 16 anos
Função Protagonista
Obra Where We Belong

Personalidade

Yuki é tímido, gentil e bastante pensativo. Costuma observar o ambiente antes de se envolver diretamente em uma situação.

É uma pessoa sensível e possui uma imaginação bastante ativa. Muitas vezes passa mais tempo pensando sobre uma situação do que falando sobre ela.

Yuki também possui um lado romântico e gosta de imaginar possibilidades e histórias em sua própria cabeça.

Conflitos

Por ser tímido e inseguro em determinadas situações, Yuki pode ter dificuldade para expressar aquilo que realmente sente.

Sua tendência a imaginar diferentes possibilidades também pode fazer com que uma situação simples pareça muito mais complicada em sua mente.

Aparência

Yuki possui cabelo castanho-acinzentado, macio e levemente desalinhado, além de olhos verdes brilhantes.

Seu estilo é simples e confortável. Costuma usar um suéter azul de tom suave e tamanho ligeiramente maior que o necessário.

Relações

Akira — uma das relações mais importantes para Yuki. A personalidade mais reservada e misteriosa de Akira contrasta com a sensibilidade de Yuki.

Ren — Yuki passa a conviver com Ren durante os acontecimentos da história.

Haruto — parte do círculo de pessoas que se forma ao longo da história.

Pequenas histórias de Yuki

Momentos da vida de Yuki fora dos acontecimentos principais de Where We Belong.

Nenhum conto publicado ainda

Novos contos de Yuki serão adicionados aqui.

Akira

Protagonista · Where We Belong

Ficha técnica

Nome Akira
Idade 17 anos
Função Protagonista
Obra Where We Belong

Personalidade

Akira é gentil, mas possui um jeito misterioso e difícil de interpretar. Nem sempre demonstra aquilo que está pensando, preferindo observar antes de revelar seus sentimentos.

Apesar de sua aparência tranquila, Akira possui uma visão bastante cética sobre relacionamentos. Ele não acredita facilmente em histórias de amor perfeito.

Conflitos

Experiências ruins em relacionamentos anteriores fizeram Akira criar uma barreira emocional.

Por isso, quando começa a perceber sentimentos por Yuki, sua primeira reação é negar que exista qualquer coisa além de amizade.

Aparência

Akira possui cabelo ruivo-escuro e olhos castanho-avelã.

Seu estilo é discreto e elegante, geralmente usando um suéter cor de vinho que combina com seu jeito tranquilo e reservado.

Relações

Yuki — a relação entre os dois se desenvolve lentamente. Enquanto Yuki é mais sensível e imaginativo, Akira tenta manter uma distância emocional que se torna cada vez mais difícil de sustentar.

Ren — parte do mesmo grupo de convivência e alguém que Akira aprende a conhecer ao longo da história.

Haruto — integrante do círculo formado durante os acontecimentos da história.

Pequenas histórias de Akira

Momentos da vida de Akira fora dos acontecimentos principais de Where We Belong.

Nenhum conto publicado ainda

Novos contos de Akira serão adicionados aqui.

Akiyama Miyako

Mãe de Ren Akiyama.

Ficha técnica

Nome Akiyama Miyako
Idade 42 anos
Categoria Universo
Aparição Where We Belong

Personalidade

Miyako é uma mulher carinhosa e atenta, que demonstra preocupação genuína com o bem-estar de Ren. Apesar de sua postura acolhedora, também sabe ser firme quando acredita que uma decisão é necessária para o futuro do filho.

Relação com Ren

Miyako é a mãe de Ren. Ela se preocupa com as dificuldades que o filho enfrentou e deseja que ele tenha uma oportunidade de começar novamente.

Aparência

Uma mulher de aparência elegante e acolhedora, com um estilo simples e discreto.

Aparição no universo

Miyako aparece brevemente em Where We Belong, durante o momento em que ela e Naoki levam Ren de carro para a Academia.

A cena é canônica dentro do universo, mas Miyako não faz parte do elenco principal da história.

Contos de Miyako

Histórias canônicas que mostram momentos da vida de Miyako fora dos acontecimentos principais de Where We Belong.

O dia em que Ren nasceu

O começo de uma nova vida.

Miyako já não sabia há quanto tempo estava naquela sala.

As horas pareciam passar de uma maneira diferente. Às vezes, tudo acontecia rápido demais. Em outros momentos, cada minuto parecia durar uma eternidade.

Ela estava cansada.

Muito cansada.

Ainda assim, havia algo que mantinha seus pensamentos longe do próprio desconforto.

Seu filho estava prestes a nascer.

Durante meses, Miyako havia imaginado aquele momento. Havia imaginado como seria segurá-lo, como seria ouvir seu primeiro choro e como seria finalmente descobrir quem era aquela pequena pessoa que havia crescido dentro dela.

Mas imaginar era completamente diferente de viver aquilo.

Quando finalmente ouviu o primeiro choro, Miyako sentiu como se todo o resto tivesse desaparecido por alguns segundos.

O som era pequeno.

Frágil.

Mas, para ela, era o som mais importante que já havia ouvido.

Seu filho havia nascido.

Miyako fechou os olhos por um instante, deixando a emoção tomar conta dela.

Havia alívio.

Havia felicidade.

Havia cansaço.

E havia também uma sensação difícil de explicar.

Até aquele momento, aquela criança existia apenas dentro dela e nas conversas que ela e Naoki haviam tido durante os últimos meses.

Agora ele estava ali.

Era real.

Quando colocaram o bebê em seus braços, Miyako ficou alguns segundos sem conseguir dizer nada.

Ela apenas olhou para ele.

O rosto pequeno.

Os olhos fechados.

Os dedos minúsculos se movendo devagar.

Era difícil acreditar que aquele pequeno bebê havia sido parte de sua vida durante tantos meses e que, finalmente, ela podia segurá-lo.

Miyako sentiu os olhos se encherem de lágrimas.

Não eram lágrimas de tristeza.

Eram lágrimas de felicidade.

Naoki entrou pouco depois.

Miyako percebeu imediatamente o olhar dele.

Ele tentava permanecer calmo, como sempre fazia, mas ela conhecia o marido bem o suficiente para perceber que ele também estava emocionado.

Miyako sorriu.

— Você quer segurá-lo?

Naoki olhou para ela e depois para o bebê.

— Eu... posso?

Miyako não conseguiu evitar uma pequena risada.

— Claro que pode.

Com cuidado, ela entregou o bebê aos braços de Naoki.

Miyako observou o marido segurá-lo com uma cautela quase exagerada.

Naoki parecia ter medo de fazer qualquer movimento errado.

— Você está segurando ele como se fosse quebrar.

Naoki soltou uma pequena risada.

— Talvez eu esteja com medo de fazer alguma coisa errada.

Miyako ficou olhando para os dois.

Naquele instante, ela percebeu que também tinha medo.

Durante toda a gravidez, havia tentado se preparar para ser mãe.

Havia lido, pesquisado, conversado com pessoas e imaginado inúmeras situações.

Mas nenhuma preparação poderia ensinar completamente alguém a ser mãe.

Ela aprenderia com o tempo.

Naoki também.

E, talvez, aquela fosse uma das coisas mais bonitas daquela nova vida.

Eles aprenderiam juntos.

Miyako estendeu a mão e tocou delicadamente a cabeça do bebê.

— Precisamos escolher o nome dele.

Naoki olhou para ela.

Eles já haviam conversado sobre nomes durante a gravidez.

Tinham pensado em várias possibilidades.

Alguns nomes pareciam bonitos, mas não combinavam. Outros tinham sido descartados depois de algumas conversas.

Mesmo assim, agora que o bebê estava diante deles, nenhum dos nomes parecia exatamente certo.

Miyako percebeu que escolher aquele nome era diferente de simplesmente escolher uma palavra bonita.

Aquele seria o nome de seu filho.

O nome que ele carregaria pela vida inteira.

Ela olhou novamente para o bebê.

Então pensou em uma das opções que haviam discutido.

— E se for Ren?

Naoki repetiu o nome.

— Ren...

Miyako observou a reação dele.

Depois de alguns segundos, Naoki sorriu.

— Eu gosto.

Miyako também sorriu.

— Então será Ren.

Ela olhou para o filho novamente.

— Ren Akiyama.

Pela primeira vez, aquele pequeno garoto tinha um nome.

Miyako repetiu o nome mentalmente algumas vezes.

Ren.

Parecia certo.

Parecia pertencer a ele.

Ela tocou novamente sua pequena mão.

Ren fechou os dedos lentamente ao redor de um dos dedos dela.

Miyako ficou completamente imóvel.

Era um gesto pequeno.

Quase insignificante.

Mas, para ela, parecia significar tudo.

Naquele momento, Miyako fez uma promessa silenciosa.

Não sabia exatamente como seria o futuro.

Não sabia quais dificuldades Ren enfrentaria.

Não sabia quais escolhas ele faria ou que tipo de pessoa se tornaria.

Mas sabia que estaria ao lado dele.

Mesmo quando não soubesse o que dizer.

Mesmo quando cometesse erros.

Mesmo quando não pudesse resolver todos os problemas.

Ela estaria ali.

Miyako olhou para Naoki.

Ele continuava segurando Ren com cuidado.

Ela sorriu ao perceber que aquele homem que normalmente parecia tão seguro de suas decisões agora segurava o próprio filho como se estivesse segurando algo precioso demais para correr qualquer risco.

Talvez fosse exatamente isso.

Ren era precioso.

Para os dois.

Miyako voltou a olhar para o filho.

Ele permanecia tranquilo, completamente alheio ao mundo que o esperava.

Ainda não sabia falar.

Ainda não sabia andar.

Ainda não conhecia sua própria casa.

Não sabia quem seriam seus amigos.

Não sabia quais seriam seus sonhos.

Não sabia que, muitos anos depois, enfrentaria momentos difíceis e precisaria encontrar seu próprio caminho.

Para Miyako, porém, ele não precisava saber nada disso naquele momento.

Naquele dia, bastava que ele estivesse ali.

Vivo.

Seguro.

Nos braços de seus pais.

Miyako fechou os olhos por alguns segundos.

Pensou em como sua vida havia mudado.

Até pouco tempo atrás, ela e Naoki eram apenas um casal construindo a própria vida.

Agora eram uma família.

Uma família que tinha um pequeno garoto chamado Ren.

Ela sabia que haveria dias difíceis.

Haveria noites sem dormir.

Haveria preocupações.

Haveria momentos em que ela se perguntaria se estava fazendo tudo certo.

Mas também haveria primeiros passos.

Primeiras palavras.

Primeiros aniversários.

Risadas.

Abraços.

E incontáveis pequenas lembranças que ainda nem existiam.

Miyako olhou para Ren mais uma vez.

— Bem-vindo à família, Ren.

O bebê permaneceu quieto.

Miyako sorriu.

Ele ainda não podia responder.

E talvez demorasse muitos anos até que pudesse realmente compreender aquelas palavras.

Mas ela queria dizê-las mesmo assim.

Porque aquele era o primeiro dia de uma história que nenhum dos três conhecia ainda.

O dia em que Miyako se tornou mãe.

O dia em que Naoki se tornou pai.

E o dia em que Ren chegou ao mundo.

Para Miyako, aquele momento permaneceria para sempre.

Não importava quantos anos passassem.

Ela poderia esquecer detalhes.

Poderia esquecer horários, conversas ou pequenas coisas daquele dia.

Mas nunca esqueceria a primeira vez que segurou Ren.

Nunca esqueceria o pequeno peso dele em seus braços.

Nunca esqueceria o som de seu primeiro choro.

E nunca esqueceria o momento em que olhou para aquele pequeno garoto e percebeu que sua vida havia mudado para sempre.

O dia em que Ren nasceu não foi apenas o dia em que um filho chegou ao mundo.

Foi o dia em que Miyako descobriu uma nova parte de si mesma.

A parte que seria mãe.

E, a partir daquele dia, nunca mais estaria sozinha nessa história.

O irmãozinho

Mais um lugar à mesa.

A casa dos Akiyama estava prestes a mudar novamente.

Alguns anos haviam passado desde o nascimento de Ren. Ele já não era mais o bebê que Miyako costumava carregar nos braços. Agora corria pela casa, fazia perguntas sobre praticamente tudo e começava a descobrir o mundo por conta própria.

Para Miyako, vê-lo crescer havia sido uma das experiências mais bonitas de sua vida. Ainda assim, naquela manhã, enquanto organizava algumas roupas pequenas sobre a cama, ela não conseguia evitar uma sensação diferente.

Em breve, haveria outro bebê naquela casa.

Miyako colocou uma das pequenas roupas sobre a cama e sorriu. Era difícil acreditar que, depois de tantos anos, ela voltaria a preparar tudo novamente: roupas minúsculas, cobertores, brinquedos e todas aquelas pequenas coisas necessárias para receber uma criança.

Naoki apareceu na porta do quarto.

— Ainda está organizando tudo?

Miyako olhou para ele.

— Acho que estou tentando me acostumar com a ideia.

Naoki entrou no quarto e observou as roupas sobre a cama.

— Parece que foi ontem que estávamos fazendo isso para o Ren.

Miyako sorriu.

— Eu também estava pensando nisso.

Por alguns segundos, os dois permaneceram em silêncio. A lembrança de Ren bebê ainda parecia muito próxima. O primeiro choro, os primeiros dias em casa, as noites mal dormidas e a sensação de que qualquer pequeno som precisava ser investigado.

Agora eles fariam tudo novamente.

Mas havia uma diferença.

Dessa vez, eles não seriam apenas três pessoas esperando por uma criança.

Ren também fazia parte daquele momento.

Mais tarde, Miyako encontrou Ren sentado no chão da sala. Ele estava brincando enquanto tentava montar alguma coisa com suas peças.

Ela se sentou ao lado dele.

— Ren.

Ele levantou os olhos.

— O quê?

Miyako hesitou por um instante.

Ainda se perguntava qual seria a melhor maneira de contar. Ela sabia que uma criança podia entender uma notícia de muitas maneiras diferentes. Talvez Ren ficasse feliz. Talvez tivesse perguntas. Talvez não soubesse exatamente como se sentir.

— Você sabe que vai ganhar um irmãozinho, não sabe?

Ren ficou em silêncio.

Então olhou para a barriga da mãe.

— Ele está aí?

Miyako riu baixinho.

— Está.

Ren se aproximou um pouco mais.

— Ele vai morar com a gente?

— Vai.

Ren pensou durante alguns segundos.

— E vai dormir onde?

Miyako sorriu.

— Ainda estamos decidindo.

Ren continuou olhando para a barriga dela, tentando imaginar como poderia existir uma pessoa ali dentro.

— Ele vai brincar comigo?

— Quando crescer, provavelmente vai querer brincar com você o tempo todo.

Ren pareceu considerar aquela possibilidade.

— Então eu vou ensinar ele.

Miyako sentiu o coração apertar de emoção.

Naquele instante, percebeu que talvez tivesse passado tempo demais imaginando como Ren reagiria e pouco tempo pensando no que ele próprio poderia sentir.

Ela colocou a mão sobre a cabeça dele.

— Você sabe que nada vai mudar entre nós, não sabe?

Ren olhou para ela, sem entender completamente a razão daquela pergunta.

— Eu sei.

Miyako sorriu e o abraçou.

Ela sabia que a chegada de uma criança mudaria a rotina da família. Haveria menos silêncio, mais noites difíceis, mais responsabilidades e uma nova dinâmica entre todos.

Também sabia que Ren poderia sentir falta da atenção que recebia antes. Talvez ficasse confuso. Talvez tivesse momentos em que não soubesse como lidar com a mudança.

Mas Miyako queria que ele soubesse que ainda havia espaço para ele.

Sempre haveria.

Alguns meses depois, o momento finalmente chegou.

O segundo filho dos Akiyama nasceu.

Quando Miyako segurou o bebê nos braços, sentiu novamente aquela mesma emoção que havia sentido anos antes com Ren. Era diferente, mas também familiar.

Naoki estava ao seu lado.

E Ren observava tudo com uma curiosidade silenciosa.

Miyako olhou para o filho mais velho.

— Quer conhecer seu irmão?

Ren se aproximou devagar.

Por alguns segundos, apenas observou o bebê.

Então estendeu cuidadosamente a mão.

O pequeno dedo do bebê se moveu e tocou sua mão.

Ren abriu um sorriso.

— Ele é pequeno.

Naoki riu.

— Você também já foi assim.

Ren olhou para o pai, aparentemente surpreso com a ideia.

Miyako observou os dois e sorriu.

Naquele momento, a família Akiyama tinha mudado novamente.

Havia um novo bebê em seus braços, um novo irmão ao lado de Ren e uma nova rotina esperando por todos eles.

Não seria exatamente como antes.

E talvez essa fosse justamente a parte mais bonita.

A família que um dia havia começado apenas com Miyako e Naoki agora tinha crescido mais uma vez.

E, para Ren, aquele pequeno bebê não seria apenas seu irmãozinho.

Seria alguém que faria parte de sua vida por muitos anos.

Um novo lugar havia sido criado naquela família.

E havia espaço para todos.

Akiyama Naoki

Pai de Ren Akiyama.

Ficha técnica

Nome Akiyama Naoki
Idade 45 anos
Categoria Universo
Aparição Where We Belong

Personalidade

Naoki é um homem reservado, responsável e racional. Costuma pensar cuidadosamente antes de tomar decisões, principalmente quando elas envolvem sua família. Apesar de sua postura séria, preocupa-se genuinamente com Ren.

Relação com Ren

Naoki é o pai de Ren. Mesmo tendo dificuldade para demonstrar seus sentimentos, procura fazer o que acredita ser melhor para o futuro do filho.

Aparência

Um homem de aparência adulta e discreta, com uma presença séria e tranquila. Seu estilo é simples e elegante.

Aparição no universo

Naoki aparece brevemente em Where We Belong, durante o momento em que ele e Miyako levam Ren de carro para a Academia.

A cena é canônica dentro do universo, mas Naoki não faz parte do elenco principal da história.

Contos de Naoki

Histórias canônicas que mostram momentos da vida de Naoki fora dos acontecimentos principais de Where We Belong.

O dia em que Ren nasceu

O começo de uma nova vida.

O corredor do hospital estava silencioso naquela noite. As luzes brancas iluminavam o chão enquanto Naoki caminhava de um lado para o outro, incapaz de permanecer sentado por muito tempo.

Ele olhava para a porta da sala de parto a cada poucos segundos. Já havia perdido a conta de quantas vezes tinha conferido o relógio. Sabia que não havia nada que pudesse fazer naquele momento, mas ficar parado parecia ainda pior.

Pela primeira vez em muito tempo, Naoki percebeu que não tinha controle sobre o que estava acontecendo. Tudo o que podia fazer era esperar.

Então, depois de horas que pareceram intermináveis, o silêncio foi interrompido pelo primeiro choro.

Naoki parou.

Por alguns segundos, simplesmente ficou olhando para a porta. Aquele som era pequeno, frágil e completamente novo para ele. Ainda assim, Naoki soube imediatamente o que significava.

Seu filho havia nascido.

Quando finalmente pôde entrar, encontrou Miyako exausta, mas acordada. Ela estava deitada na cama, segurando cuidadosamente o pequeno bebê junto ao peito.

Naoki se aproximou devagar.

Durante alguns instantes, não disse nada. Apenas olhou.

O bebê era pequeno demais. Seus olhos permaneciam fechados e seus pequenos dedos se moviam de maneira quase imperceptível. Era difícil para Naoki acreditar que aquela criança que estava diante dele fazia parte de sua vida agora.

Miyako percebeu o silêncio do marido e sorriu discretamente.

— Você quer segurá-lo?

Naoki olhou para ela, depois para o bebê.

— Eu... posso?

Miyako sorriu novamente e cuidadosamente entregou o bebê aos braços dele.

Naoki segurou o filho com uma cautela quase exagerada. Seus braços pareciam rígidos, como se qualquer movimento errado pudesse machucar aquela pequena vida.

Miyako observou a cena em silêncio.

— Você está segurando ele como se fosse quebrar.

Naoki soltou uma pequena risada.

— Talvez eu esteja com medo de fazer alguma coisa errada.

Miyako ficou alguns segundos em silêncio antes de responder.

— Nós vamos aprender.

Naoki olhou novamente para o filho.

Naquele momento, ele percebeu que Miyako estava certa. Nenhum dos dois sabia exatamente como seria dali em diante. Eles ainda tinham muito a aprender e certamente cometeriam erros.

Mas não precisavam saber todas as respostas naquele dia.

Bastava que estivessem juntos.

Miyako estendeu a mão e tocou delicadamente a cabeça do bebê.

— Precisamos decidir o nome dele.

Naoki ficou pensativo.

Eles já haviam conversado sobre nomes durante a gravidez. Havia listas, possibilidades e algumas opções que foram descartadas ao longo dos meses. Ainda assim, agora que o bebê estava finalmente ali, tudo parecia diferente.

O nome não era mais apenas uma escolha escrita em um papel. Seria o nome pelo qual aquele garoto seria conhecido durante toda a sua vida.

Miyako olhou para Naoki.

— E se for Ren?

Naoki repetiu o nome baixinho.

— Ren...

Ele olhou para o filho mais uma vez.

— Eu gosto.

Miyako sorriu.

— Então Ren.

Naoki aproximou o rosto do bebê.

— Ren Akiyama.

Pela primeira vez, aquele pequeno garoto tinha um nome.

Ren permaneceu quieto nos braços do pai, completamente alheio ao significado daquele momento. Não sabia quem seriam seus amigos, quais seriam seus sonhos ou quais dificuldades encontraria no futuro.

Também não sabia que, muitos anos depois, seus pais ainda se lembrariam daquela noite.

Para Miyako e Naoki, porém, aquele momento permaneceria para sempre.

O dia em que Ren nasceu não foi apenas o dia em que um filho chegou ao mundo.

Foi o primeiro dia da família Akiyama como eles conheceriam pelo resto de suas vidas.

O irmãozinho

Mais um lugar à mesa.

Naoki ainda se lembrava perfeitamente de como a casa havia mudado quando Ren nasceu.

Antes dele, havia apenas o silêncio tranquilo das manhãs, as conversas entre ele e Miyako e a rotina que os dois haviam construído juntos.

Depois, tudo passou a girar em torno de uma pequena criança.

Havia choros durante a noite, brinquedos espalhados pela casa, roupas pequenas secando e uma quantidade quase infinita de coisas que precisavam ser feitas.

Naoki não reclamava.

Mesmo quando estava cansado, havia algo naquela nova rotina que fazia tudo parecer valer a pena.

Alguns anos haviam passado desde então.

Ren já não era mais o bebê que precisava ser carregado de um lado para o outro.

Agora ele corria pela casa, fazia perguntas inesperadas e parecia encontrar uma nova maneira de surpreender os pais todos os dias.

Naoki observava o filho crescer com uma mistura de orgulho e preocupação.

Ele sabia que não poderia protegê-lo de tudo.

Mas ainda assim, sempre que podia, tentava garantir que Ren tivesse tudo o que precisava.

Foi por isso que, naquela manhã, enquanto observava Miyako organizar pequenas roupas sobre a cama, Naoki percebeu imediatamente que aquela sensação era diferente.

Outro bebê estava a caminho.

Naoki permaneceu alguns segundos parado na porta, observando a esposa dobrar uma pequena peça de roupa.

— Ainda está organizando tudo?

Miyako levantou os olhos e sorriu.

— Acho que estou tentando me acostumar com a ideia.

Naoki entrou no quarto.

Ele olhou para as roupas sobre a cama e, por alguns segundos, teve a impressão de estar voltando no tempo.

— Parece que foi ontem que estávamos fazendo isso para o Ren.

Miyako concordou.

— Eu também estava pensando nisso.

Naoki pegou uma das pequenas roupas e a observou.

Era estranho pensar que, depois de tantos anos, ele voltaria a segurar alguém tão pequeno nos braços.

Mas havia outra coisa em que ele pensava.

Ren.

Dessa vez, seu filho mais velho estaria presente para testemunhar aquela mudança.

Naoki sabia que uma criança poderia entender a chegada de um irmão de muitas maneiras.

Talvez Ren ficasse animado.

Talvez fizesse perguntas.

Talvez não entendesse completamente o que aquilo significava.

E talvez, mesmo sem dizer nada, tivesse medo de perder alguma coisa.

Naoki não queria que isso acontecesse.

Mais tarde, encontrou Ren sentado no chão da sala, concentrado em suas peças.

Naoki ficou alguns segundos observando o filho antes de se aproximar.

Miyako se sentou ao lado dele.

Naoki permaneceu por perto, em silêncio.

— Ren.

O menino levantou os olhos.

— O quê?

Miyako contou que ele teria um irmãozinho.

Naoki observou atentamente a reação do filho.

Ren ficou em silêncio por alguns segundos.

Então olhou para a barriga da mãe.

— Ele está aí?

Naoki não conseguiu evitar um pequeno sorriso.

— Está.

Ren continuou fazendo perguntas.

Queria saber onde o bebê dormiria.

Queria saber se ele iria morar com eles.

E, principalmente, queria saber se poderia brincar com ele.

Quando Ren disse que ensinaria o irmão a brincar, Naoki sentiu uma emoção difícil de explicar.

Era orgulho.

Mas também era a percepção de que seu filho estava crescendo mais rápido do que ele gostaria.

Naoki olhou para Ren e percebeu que, mesmo sendo apenas uma criança, ele já estava começando a pensar em outra pessoa além de si mesmo.

Naquele momento, Naoki teve certeza de que Ren seria um bom irmão.

Ainda assim, ele sabia que a chegada do bebê mudaria muitas coisas.

A rotina seria diferente.

As noites poderiam voltar a ser difíceis.

Haveria mais responsabilidades.

E talvez houvesse momentos em que Ren sentisse falta de quando tinha toda a atenção dos pais.

Naoki não sabia exatamente como evitar isso.

Mas sabia de uma coisa.

Ren continuaria sendo seu filho.

Nada mudaria esse fato.

Alguns meses depois, o momento finalmente chegou.

O segundo filho dos Akiyama nasceu.

Naoki estava ao lado de Miyako quando viu o bebê pela primeira vez.

Por um instante, voltou a sentir algo que conhecia muito bem.

A mesma sensação que havia sentido anos antes, quando Ren nasceu.

Um pequeno ser humano havia acabado de entrar em suas vidas.

E, mais uma vez, Naoki percebeu o tamanho da responsabilidade que aquilo representava.

Ele olhou para Miyako.

Ela segurava o bebê nos braços.

Então Naoki olhou para Ren.

O menino observava tudo com uma curiosidade silenciosa.

Naoki conhecia aquele olhar.

Era o mesmo olhar de quando Ren tentava entender algo completamente novo.

Miyako chamou o filho mais velho para perto.

Ren se aproximou devagar.

Por alguns segundos, ficou apenas observando o bebê.

Então estendeu cuidadosamente a mão.

O pequeno dedo do bebê se moveu e tocou a mão de Ren.

Ren abriu um sorriso.

— Ele é pequeno.

Naoki riu baixinho.

— Você também já foi assim.

Ren olhou para ele, surpreso.

Naoki sorriu.

Era difícil imaginar que aquele menino curioso à sua frente havia sido tão pequeno um dia.

Mas as lembranças ainda estavam ali.

O primeiro choro.

As primeiras noites em casa.

O medo de fazer qualquer coisa errada.

E a descoberta de que ser pai significava carregar uma preocupação que nunca desapareceria completamente.

Agora ele sentia aquela mesma responsabilidade novamente.

Só que dessa vez havia uma diferença.

Naoki não estava apenas vendo um filho nascer.

Estava vendo dois filhos começarem uma relação que provavelmente duraria por toda a vida.

Naoki olhou para Ren mais uma vez.

O menino ainda estava perto do bebê.

Ele parecia genuinamente feliz.

Naoki não sabia o que o futuro reservava para os dois.

Talvez brigassem.

Talvez discordassem.

Talvez passassem por momentos difíceis.

Mas também haveria momentos bons.

Momentos que Naoki esperava que seus filhos lembrassem quando fossem adultos.

Naquele instante, ele percebeu que a família Akiyama havia mudado novamente.

Havia um novo bebê.

Havia um novo irmão.

E havia uma nova rotina esperando por todos eles.

Não seria exatamente como antes.

Mas talvez família nunca significasse permanecer exatamente como antes.

Talvez significasse crescer juntos enquanto as coisas mudavam.

Naoki olhou para Miyako, depois para Ren e finalmente para o bebê.

Pela segunda vez, ele sentiu que sua família havia começado uma nova etapa.

E, mesmo sem saber o que os anos seguintes trariam, Naoki queria estar presente para todos eles.

Para os dias tranquilos.

Para os dias difíceis.

Para os momentos que ainda nem existiam.

Aquele bebê seria parte da vida de Ren.

E Ren seria parte da vida daquele bebê.

Naoki sabia que não poderia controlar o futuro dos dois.

Mas poderia estar ao lado deles enquanto crescessem.

E, para ele, isso era suficiente.

Um novo lugar havia sido criado naquela família.

E havia espaço para todos.

Akiyama Sota

Irmão mais novo de Ren Akiyama.

Ficha técnica

Nome Akiyama Sota
Idade 9 anos
Categoria Universo
Aparição Where We Belong

Personalidade

Sota é uma criança curiosa, alegre e bastante apegada à família. Gosta de brincar, fazer perguntas e passar tempo com as pessoas que considera importantes.

É espontâneo e costuma demonstrar seus sentimentos com facilidade. Para Sota, momentos simples em família podem se tornar grandes acontecimentos.

Relação com Ren

Sota é o irmão mais novo de Ren. Quando nasceu, Ren tinha apenas oito anos e ainda era uma criança.

Mesmo com a diferença de idade, os dois desenvolveram uma relação próxima. Sota vê Ren como seu irmão mais velho, alguém que admira e com quem gosta de passar tempo.

Durante sua infância, Ren esteve presente em diversos momentos simples de sua vida, desde brincadeiras até pequenas descobertas.

Aparência

Sota possui uma aparência infantil e delicada, compatível com seus nove anos. Tem cabelos escuros e olhos castanhos, compartilhando características físicas com sua família.

Seu estilo é simples e confortável, com roupas adequadas para sua idade e para sua rotina cotidiana.

Aparição no universo

Sota pertence ao universo de Starwoven e é o irmão mais novo de Ren Akiyama.

Sua história acontece principalmente em momentos anteriores aos acontecimentos principais de Where We Belong, mostrando parte da infância de Ren e da família Akiyama.

Seus contos são canônicos dentro do universo, mas não fazem parte dos capítulos principais de Where We Belong.

Contos de Sota

Histórias canônicas que mostram momentos da infância de Sota e sua relação com Ren.

Uma tarde com Ren

Só mais uma brincadeira.

Sota ainda era pequeno quando descobriu que Ren podia ser muito mais divertido do que qualquer brinquedo que seus pais comprassem.

Naquela tarde, a casa estava tranquila. Miyako estava ocupada com algumas tarefas, enquanto Naoki trabalhava em outro cômodo.

Sota estava sentado no chão da sala, cercado por alguns brinquedos.

Ele olhou para os brinquedos.

Depois olhou para Ren.

Ren estava sentado no sofá, distraído com alguma coisa.

Sota se levantou.

Caminhou até o sofá e ficou parado diante do irmão.

— Ren.

Ren levantou os olhos.

— O quê?

Sota segurava um de seus brinquedos.

— Brinca comigo.

Ren olhou para o brinquedo.

Depois olhou para Sota.

— Você não estava brincando sozinho?

Sota balançou a cabeça.

— É chato sozinho.

Ren ficou em silêncio por alguns segundos.

Então suspirou e se levantou.

— Tá bom.

O rosto de Sota imediatamente se iluminou.

Os dois se sentaram no chão.

Sota explicou as regras da brincadeira, embora Ren rapidamente percebesse que ele estava inventando metade delas enquanto falava.

— Não vale fazer isso.

Ren apontou para uma das peças.

— Por quê?

— Porque eu falei.

Ren ficou olhando para ele.

— Essa é uma regra conveniente.

Sota não entendeu completamente o que ele quis dizer, mas começou a rir.

Ren tentou manter a expressão séria.

Não conseguiu por muito tempo.

Depois de alguns minutos, a brincadeira já tinha mudado completamente.

O brinquedo original havia sido esquecido.

Agora os dois estavam construindo uma espécie de cidade improvisada no chão da sala.

Sota colocava as peças.

Ren reconstruía algumas delas.

Sota reclamava.

Ren dizia que estava melhorando.

E os dois continuavam.

Em determinado momento, Sota colocou uma peça no centro da construção e anunciou:

— Essa é a casa.

Ren apontou para outra parte.

— E essa?

— É a sua casa.

Ren ergueu uma sobrancelha.

— Por que eu tenho uma casa separada?

Sota pensou por alguns segundos.

— Porque você é grande.

Ren soltou uma pequena risada.

— Faz sentido.

Sota então pegou outra peça.

— Mas tem uma porta.

Ren olhou para ele.

— Uma porta?

— É.

Sota colocou a peça entre as duas construções.

— Pra você vir brincar comigo.

Ren ficou em silêncio.

Era apenas uma brincadeira infantil.

Para Sota, porém, aquilo parecia ser completamente sério.

Ren sorriu.

— Então não posso fechar a porta?

Sota balançou a cabeça.

— Não.

Ren passou a mão pelos cabelos do irmão.

— Tá bom.

A brincadeira continuou por mais algum tempo.

Para Ren, talvez fosse apenas uma tarde comum.

Para Sota, era uma daquelas tardes que ficariam guardadas na memória.

Anos depois, Ren provavelmente nem lembraria de todas as regras daquela brincadeira.

Talvez nem lembrasse exatamente do que haviam construído naquele dia.

Mas Sota lembraria de uma coisa.

Quando chamou seu irmão para brincar, Ren ficou.

E, para uma criança, às vezes isso era tudo o que importava.

Sugestões

Ideias e sugestões podem ajudar a definir os próximos passos do Starwoven.

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Notas

Acompanhe novidades, atualizações e informações sobre o desenvolvimento do Starwoven.

Atualização 02/09/2026

Novo sistema de personagens

O Starwoven agora terá uma área dedicada aos personagens do universo, incluindo fichas técnicas e futuros contos.

Atualização 02/09/2026

Novas telas de personagens

A aba Personagens agora possui telas individuais para os protagonistas de Where We Belong.

Ao tocar no personagem, é possível acessar sua ficha técnica e conhecer mais sobre sua personalidade, aparência, relações e história.

Futuramente, cada personagem também poderá receber pequenos contos mostrando momentos de sua vida fora dos acontecimentos principais.

História

Capítulo 1 de Where We Belong

O primeiro capítulo de Where We Belong, "Um novo começo", já está disponível no Starwoven.

Agora você pode acompanhar oficialmente o início da história de Ren, Haruto, Yuki e Akira.